Maratona e a Rabdomiólise

                                                   
                                                Maratona e a Rabdomiólise

     Lesão grave do tecido musculoesquelético, que ocorre na maioria das vezes pelo excesso de exercícios prolongados como maratonas e ultra maratonas.
     O resultado é a morte das fibras musculares através dos radicais livres gerados principalmente pela respiração celular, provocando a peroxidação lipídica e levando a liberação de substâncias intracelulares, principalmente a mioglobina.
     Quando essa proteína cai na corrente sanguínea é filtrada pelos rins, que podem ficar sobrecarregados, pois é muito tóxica, podendo levar a uma insuficiência renal aguda e a óbito o indivíduo. 
     Outros distúrbios que podem ocorrer:
     Desequilíbrio eletrolítico com níveis alterados de potássio e cálcio, arritmia e até mesmo parada cardíaca.
     Inflamações hepáticas que prejudicam ainda mais a filtragem de toxinas no corpo.
     A Coagulação intravascular disseminada que tem como causa a hiperatividade do fator de coagulação, fazendo com que pequenos coágulos se formem pelo corpo, obstruindo vasos e parando o fornecimento de sangue a vários órgãos importantes.
      A síndrome compartimental que inicia com o edema no interior dos músculos lesionados, devido à pressão nas faixas em torno do músculo sufoca o fornecimento de sangue, podendo até destruir permanentemente o tecido muscular.
     Nos EUA são relatados anualmente cerca de 26 mil casos de rabdomiólise.

SINAIS E SINTOMAS:

ü  Fraqueza e dor muscular.
ü  Urina escura.
ü  Diminuição na produção de urina.
ü  Inchaço das mãos e pés.
ü  Falta de ar.
ü  Letargia.
ü  Náuseas. 
ü  Tontura.

     O diagnóstico é realizado através do histórico e exame físico, quando o médico analisa os músculos maiores do seu corpo, especialmente as partes doloridas, para ver se ainda há sensibilidade ou se o tecido muscular morreu. Exames de sangue devem ser solicitados como: creatinoquinase (Ck), mioglobina, cálcio, potássio e creatinina.
SAIBA MAIS:
A rabdomiólise sempre é iniciada por uma lesão muscular.
Essa lesão pode ser causada por: meios físicos ou químicos; doenças genéticas ou hereditárias, problemas endócrinos e metabólicos.
Causa importante da rabdomiólise é o alto consumo de estatinas, uso de outros fármacos e níveis elevados de álcool.
Evite o uso de anti-inflamatórios. 
No treino aprenda a ingerir grandes quantidades de líquidos se você vai competir em clima quente e úmido, a adaptação ao calor é importante para evitar a perda excessiva de sódio através do suor.
É muito importante a adaptação do treinamento ao percurso da prova.
Verifique seu peso antes e após o treino ou competição, a diferença é a quantidade de líquido perdido que deverá ser reposto.
O atleta deve aprender a tolerar o desconforto de carregar maiores quantidades de água em seu estômago, sem perder o ritmo de sua passada, pois só assim conseguirá ingerir grandes quantidades de líquidos, e dessa forma minimizar os efeitos da desidratação e consequentemente a diminuição do rendimento.
Beba água e soluções contendo carboidratos e sódio em concentração e frequência adequadas.
Sinais e sintomas que o seu corpo apresenta como: calafrios, arrepios, tonturas, dor muscular exagerada, náuseas, perda da coordenação, entre outros, indicam que algo está errado.
Pare para descansar um pouco e aproveite para comer e se hidratar corretamente.
Saiba o momento de abandonar a prova, se for o caso, além do desempenho, o objetivo principal deve ser a diversão.
Evite várias competições durante o ano, maratonistas profissionais conseguem ótimo desempenho em no máximo duas provas/ano devido a fatores fisiológicos.
A recuperação da maratona é demorada.
Procure um médico do esporte ou nutrólogo.


   

Gastrite - Dr. Leo Kahn



GASTRITE - Dr. Leo Kahn

Doença inflamatória da camada superficial interna que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica.
A gastrite pode ser aguda, que surge de repente, sendo caracterizada por uma situação passageira, podendo evoluir para crônica.
A gastrite crônica pode evoluir para a forma de gastrite erosiva ou gastrite hemorrágica, causando até perdas de sangue pela boca ou pelo ânus.
Acomete mais as mulheres com vida agitada e alimentação deficiente, mas o estresse é o grande fator para o aparecimento da gastrite, atingindo milhares de pessoas no mundo anualmente.

As principais causas são:
- Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse micro-organismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, em longo prazo, ao câncer de estômago.
- Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações o organismo produz anticorpos, de forma errônea, contra seus próprios órgãos. Doenças como: lúpus, hipotiroidismo, artrite reumatoide e diabetes que requerem insulina são exemplos. Neste tipo de gastrite, anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção e redução de absorção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer em longo prazo.
- Gastrite por aspirina e por anti-inflamatórios: Estes medicamentos quando utilizados por pouco tempo não causam problemas. Ao contrário o seu uso regular pode levar para uma gastrite ou uma situação mais séria como a úlcera.
- Álcool e certas substâncias químicas podem causar inflamação e dano ao estômago quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.

Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo, a bactéria da tuberculose e a da sífilis; podem também ser causados por vírus, fungos e outros parasitas.

Formas incomuns: são causas mais raras.
Temos as gastrites:
- linfocítica e eosinofílica;
- a gastrite granulomatosa isolada; e
- a gastrite associada a outras doenças como: a sarcoidose e a doença de Crohn.

A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.

Sinais e Sintomas:

- Dor e queimação.
- Azia.
- Perda de apetite.
- Náuseas e vômitos.
- Distensão da região do estômago.
- Sensação de saciedade alimentar precoce.
- Fraqueza.
- Ardência da língua (glossite).
- Irritação dos cantos dos lábios (comissurite).
- Diarreia.
- Mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.

O diagnóstico na gastrite aguda é baseado na história clínica, sendo em geral desnecessário exames. Na suspeita de complicações, como a hemorragia, a endoscopia digestiva alta é o exame indicado, entretanto em 40% dos casos de gastrite crônica nada mostram.
Por isso, considera-se que o diagnóstico das gastrites crônicas é, fundamentalmente, histológico, ou seja, pelo exame microscópico de fragmentos da mucosa colhidos por pinça de biópsia que passa através do próprio endoscópio.

SAIBA MAIS:
- Evitar o uso de medicações irritativas como os anti-inflamatórios e a aspirina, o abuso de bebidas alcoólicas e do fumo.
- Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
- Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
- Evite alguns alimentos como frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, acerola, abacaxi, kiwi, morango entre outras), refrigerante, condimentos como pimenta, canela, legumes ácidos como pepino, tomate, couve, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, nabo, rabanete,
- Outros alimentos também devem ser evitados como os ricos em gordura (leite e derivados, frango com pele - maionese, creme de leite, entre outros), temperos como vinagre, pimenta, molhos industrializados, molho de tomate, ketchup, caldos,
- Fuja dos enlatados e conservas: Linguiça, salsicha, patês, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas;
- O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não são contra-indicados se o paciente tolera bem essas bebidas.
- Mudar o estilo de vida agitado para uma vida mais calma parece ajudar na melhora nos sintomas da gastrite, juntamente com uma alimentação saudável.

Atenção: No caso de sintomas acima procure o gastrologista